Travessia


TRAVESSIA DO LEME AO PONTAL, SUAS BELEZAS NATURAIS E DESAFIOS

A Travessia do Leme ao Pontal é uma excelente oportunidade para que nadadores apaixonados por ultramaratonas aquáticas possam contemplar as belezas naturais da cidade do Rio de Janeiro. Do ponto de largada, próximo ao costado da Pedra do Leme, à sua chegada no Pontal, o atleta terá a chance de passar por diversas outras praias e ilhas de extrema beleza como as Praias de Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio e Pontal, assim como pelo Arquipélago das Cagarras e pelas Ihas Tijuquinhas. Mas a travessia transcende as belezas naturais existentes ao longo do percurso, apresentando grandes obstáculos naturais e desafiadores. Aliado a esta geografia privilegiada, o mar e as condições climáticas, através das fortes correntes, ondulações, ventos e das temperaturas variadas, exigirão do nadador uma excelente resistência física e mental para superar todas as adversidades que irá encontrar durante o trajeto, e por fim, concluir a maior maratona aquática do Brasil. Certamente, será uma experiência inesquecível para aqueles que concluírem este desafio ao lado de sua equipe.

Durante a preparação para nadar esta travessia, os atletas devem levar em consideração a forma como pretendem abordar os cinco desafios que testam a resistência física, mental e a coragem de um ultramaratonista. É importante que nenhum participante subestime os cinco desafios abaixo.

A Travessia do Leme ao Pontal possui cerca de 35Km na sua distância mais curta. Um programa de treinamento rigoroso deve ser adaptado de modo que o atleta possa nadar esse percurso em águas abertas, sempre considerando alguns quilômetros extras devido as fortes correntes existentes durante o trajeto. Os nadadores também devem se preparar para realizar treinos de longa duração, de preferência, acima de 7 horas (média de 25Km). Caso o participante nunca tenha nadado esta distância, é imprescindível que faça um planejamento de treinamentos de maneira que possa aumentar, gradativamente, o volume e a sua capacidade física e mental para se manter nadando por longos e extenuantes quilômetros.

É importante ressaltar que as temperaturas da orla carioca oscilam com frequência. Isso significa que as temperaturas de superfície irão mudar ao longo do dia, sendo mais frio pela manhã e quente sob o sol da tarde. Além disso, regularmente a água mais quente encontra-se perto da costa. Existem ótimos maratonistas e ultramaratonistas que não conseguem nadar quando se deparam com temperaturas próximas a 16 °C. Sendo assim, a resistência as baixas temperaturas devem ser treinadas com seriedade, pois a hipotermia é uma questão muito comum entre os atletas, prejudicando-os na performance e conclusão das travessias. Portanto, o candidato a nadar a Travessia do Leme ao Pontal deve aclimatar-se à imersão em água fria por longos períodos de tempo. Outros fatores como a fadiga, a hidratação, o estresse e a falta de sono podem contribuir para o aparecimento da hipotermia. Desta forma, os observadores oficiais da LPSA são bastante atentos em relação a segurança dos atletas e, em caso de qualquer sinal de hiportemia, o nadador será retirado da água como forma de proteger a sua integridade física.

Antes que a travessia comece, o barco levará o atleta ao ponto de largada, próximo a Pedra do Leme. Este trajeto dura aproximadamente meia hora, e por isso, os enjoos podem fazer parte da viagem do nadador e de sua equipe. Sendo assim, todos os integrantes devem tomar providências para evitar que as náuseas incapacitem o atleta de concluir o desafio.

Como forma de evitar as correntes contrárias que costumam aparecer no final da travessia, a largada é prevista para acontecer entre meia-noite e duas horas da manhã, independentemente da data do desafio. Esta decisão estratégica da LPSA, em benefício do atleta, faz com que este tenha que nadar por algumas horas no período noturno. Desta forma, treinar durante a noite é fundamental para que o nadador sinta as dificuldades de visibilidade, de navegação e de percepção de profundidade. O participante também deve praticar à noite para aprender a navegar com bastões luminosos como seu único guia no mar. Poucos lugares são tão escuros como nadar afastado da costa, o que leva alguns atletas a ficarem desorientados quando estão sob esta condição, em que o horizonte desaparece, e mar e céu se misturam. Vertigem e náuseas são queixas comuns entre os ultramaratonistas.

Correntes são imprevisíveis e podem ser rápidas. A grande maioria das travessias acontecem com correntes contrárias durante um certo trecho, o que promove o desgaste do atleta, comprometendo a velocidade do nado. Porém, não há como prever quando ou onde estas correntes de superfície irão aparecer.

Agora que a LPSA já lhe apresentou os cinco grandes obstáculos da Travessia do Leme ao Pontal: longa distância, possibilidade de hipotermia e de enjoo, correntes contra e navegação noturna, como você pensa em treinar para superar as adversidade da maior travessia do Brasil? Preocupada com a segurança dos nadadores, a associação recomenda que o interessado neste desafio procure um técnico de águas abertas experiente e comece já a treinar sob todas as dificuldades que poderá encontrar entre o Leme e o Pontal.

Parte da missão da Leme to Pontal Swimming Association é orientar os nadadores para que consigam completar a travessia em segurança. Porém, antes da conclusão do desafio existe todo um caminho a ser percorrido pelos atletas para que estes consigam chegar no destino final dos 35km.

Logo, não hesitem em enviar as suas dúvidas e questionamentos para o email do Secretário da LPSA.

Bons treinos e boas braçadas! Nos vemos em breve!